Palavra do Presidente

O JORNALISTA E A IMPRENSA:

Segundo Historiadores, o primeiro Jornal escrito deriva do “Acta Diurna”, que era uma publicação do Império Romano (59 A.C.), onde o Imperador Cesar fazia publicar, e chegar ao conhecimento da população, todas as notícias do seu Império, e fora dele. Para poder escrever a Acta Diurna, surgiram os primeiros profissionais de jornalismo do mundo, os chamados Correspondentes Imperiais.

 

O marco inicial do jornalismo no Brasil data dos idos de 1808, quando começou a circular o Jornal CORREIO BRASILIENSE (01/6/1808, 1ª edição), editado em Londres, por Hipólito da Costa, que, mais tarde se tornaria GAZETA DO RIO DE JANEIRO, devido a assinatura da Carta Regia: por D. João VI, na Bahia (jan/1808), tornando-se o Jornal Oficial do Governo até 1822.

 

Inicialmente, o Jornal “O Correio” era impresso e escrito em Londres por motivos políticos, estando, ali, exilado o jornalista: Hipólito. Com a abertura dos Portos, criação de Instituições Financeiras, Faculdades de Direito e de Medicina e outros avanços no Brasil colônia, bem como devido a vinda da família real ao Brasil, havendo (já) um Jornal de razoável circulação e conhecimento da população, então, resolvera: D. João VI, torná-lo (A Gazeta/RJ) o Jornal Oficial do Governo, encerrando-se, infelizmente, sua edição em 1822.

 

Algum tempo depois, em 1960, o paraibano: Assis Chateaubriand, através do seu grupo de comunicações: “Diários e Emissoras Associados”, tomou a frente “o projeto” do Jornal: A Gazeta, tornando-o um dos pioneiros no meio de difusão da comunicação escrita e, posteriormente, audiovisual, incorporando-o (a sua leitura) aos novos meios de comunicação de massa: o rádio e a televisão (TV Tupy).

 

Passaram-se os tempos, décadas e décadas, a cada novo meio de comunicação: rádio, televisão, internet e etc., a “imprensa escrita” fora se adaptando e, inobstante as atuais adversidades econômicas, ainda hoje, é um forte meio de comunicação de influência de massa, claro, aliada à internet, veículo e instrumento imediato de transmissão de informação, de conhecimento e de notícias, que valoriza o JORNALISTA atento e atualizado aos fatos mediatos e imediatos.

 

Desempenhar bem a função de informar, buscando a aproximação máxima com a realidade da notícia, sem rodeios nem invenções para fins de “vender notícia”, ai está a maior virtude do JORNALISTA, aproximando a população da realidade para novos rumos na política, na cultura, na educação, no transporte, na segurança e tantas outras premissas, e temas, de maior importância para a comunidade local e, também, global, via internet.

Todavia, ante tantas atrocidades que se veiculam periodicamente, com atentados à pessoa física do jornalista e da população, especialmente “os atuais movimentos de rua”, necessário se faz garantir efetivamente o que está escrito na “Carta dos Direitos Humanos”, assegurando às pessoas, e ao jornalista, a plena liberdade de expressão e de manifestação, claro, com responsabilidade econômico-social e veracidade na informação, assegurando-se o “sigilo da fonte” desde que verossímeis os fatos, punindo-se o anonimato falacioso ou máscaras sem fundamentos (ou injustificadas), tudo em favor da “liberdade de imprensa”, frise-se: responsável, cf. anotado no livro: “Cale a Boca Jornalista”, de Fernando Jorge, Ed. Vozes-1987.

 

Para isto: liberdade de expressão e de manifestação, antes de tudo o jornalista deve focar seu trabalho nos “princípios da ética”, formatando a notícia no máximo possível da realidade, resistindo a todas as pressões: políticas e/ou econômicas, que possam desviá-lo desse fim. Deve, sempre, divulgar informações de interesse público, buscando sempre a isenção, não “engessando notícias” por ordens superiores, claro, se jornalista independente for, o que deve sempre buscar por fontes alternativas de seu próprio sustento.

 

Neste sentido, o jornalista deve valorizar sempre a importância dos “direitos autorais”. Deve somar esforços na formação de associações liberais que defendam seus direitos de redator e/ou produtor, em quaisquer das mídias: jornal impresso; televisão; internet e etc …, buscando harmonizar “um regramento de condutas” no sentido de garantir o direito no recebimento: em dinheiro, pelo que laborou, leia-se: pelo que produziu, ainda que tais informações (ou obras) venham a ser copiadas (ou repetidas) em outros veículos, tal qual expresso na Lei n. 9.610/98, reverenciando o livro: “O Direito de Autor na Obra Jornalística Gráfica”, de Manoel Joaquim Pereira dos Santos, Ed. Revistas dos Tribunais. Neste sentido, também é de fundamental importância adentrarmos no estudo veiculado no “link” abaixo transcrito, especialmente no TEMA-IX, pág. 286/7: “Associações de titulares e Entidade reguladora”:

http://www.direitoautoral.ufsc.br/gedai/wp-content/uploads/livros/GedaiUFSC_LivroEstudosDirAutor_vfinal.pdf

 

Enfim, o jornalista não pode acreditar apenas em “um lado da moeda”, leia-se: “da notícia”. Há que investigar, ele tem o dever de duvidar, de pesquisar, de investigar. Boatos não substituem a verdade dos fatos, e quando divulgados de forma irresponsável, estas “inverdades” podem causar prejuízos irreparáveis à pessoa e/ou à comunidade (ou coletividade), haja visto os notórios exemplos da Escola de Base/SP… (etc, etc, etc …)

 

Como veículo primordial de informação e investigação, há que se aliar “o jornalismo comunitário” e a “internet” posto que, conforme reportagens sobre “a invasão do morro do alemão”, no Rio de Janeiro, à época, o “jornal comunitário” fora de vital importância para que o que lá estava acontecendo (dentro da favela) fosse do conhecimento dos jornalistas da “grande mídia”, que impossibilitados estavam de adentrar no “morro”, pois que havia muita confusão e tiroteios, tornando impossível o acesso ao local dos fatos. Daí a importância das rádios e dos jornais comunitários.

 

Por fim, reporto-me às palavras do mestre Heródoto Barbeiro, em sua obra: “Manual de Jornalismo…”, Ed. Elsevier/2013: “O jornalista deve saber quais são os limites de seu trabalho, uma vez que a missão de informar também comporta limites, os quais, porém não podem ser confundidos com cerceamento à liberdade de imprensa. Ele deve ir além da busca dos dois ou mais lados da notícia. Ou seja, é preciso investigar, apurar e ter convicção acerca dos fatos relatados, pois apenas ouvir o outro lado é uma forma preguiçosa de fazer jornalismo”.

 

Pois bem, o objetivo desta associação é agregar esforços no sentido de – juntos aos demais Órgãos de proteção ao direito autoral – dia a dia, lutar pela defesa dos direitos autorais, em todas as mídias, seja ela escrita, falada ou televisiva, sendo de fundamental importância que todos os jornalistas, graduados ou não, formem e participem de associações que defendam os seus direitos, tais quais: liberdade de expressão; de informação; proteção à fonte de informação; garantia no recebimento pelo que produziu (ou participou), participando, assim, na forma associativa, de discussões que venham efetivamente trazer ao jornalista melhores condições de trabalho e garantia de liberdades, na forma responsável, claro.

 

Palavra do Presidente: Carlos Alberto Alves – DTR 38.343/SP

 

JORNALISTAS UNIDOS SEREMOS SEMPRE FORTES